Categoria "Textos de leitores"
02.abr.14
Textos Textos de leitores Textos e Literatura

Um dia acordo cinza, outro dia colorida…

Me olho no espelho e começo a rever marcas que o tempo me causou, as palavras, o desprezo, a humilhação que passo diariamente por algum ser que sabe meu ponto fraco e tenta me atingir, e consegue, tenho um problema chamado insegurança, quem dera isso fosse apenas coisa de adolescente, quem dera este problema acabasse tão rápido quanto aquele meu doce favorito, embora tenha lido centenas de vezes que devemos pensar primeiro em nós mesmos para depois ver o que os outros pensam, eu não sigo muito bem este ‘padrão’, sou humano, é automático não é porque existe essa bendita frase que eu tenha que me padronizar e segui-lá.
Sou muito emocional, sou sensível mesmo que eu passe uma imagem confiante, dura, agressiva e mesmo que eu brinque, seja uma menina engraçada, louca entre aspas, tenho problemas, tenho sentimentos, e é tão ruim gostar de alguém e esse alguém te desprezar, dizer que não quer nada contigo, dai você é forte, não abaixa a cabeça por conta de um não, mas ai vem o segundo, o terceiro… E começa assim a perder as esperanças, começa a se olhar no espelho juntar tudo o que te dizem ‘desagradavelmente’, porém vem as palavras reconfortantes de seus amigos, que não querem ver você de modo algum na fossa dizendo que você irá encontrar alguém que te dê valor, encontrar eu até posso ter encontrado, mas não senti o mesmo, o que posso fazer? Tenho dedo podre pra escolher o cara certo? Ou eu errei tanto na vida que preciso apanhar muito como castigo? 
Queria ter alguém pra me abraçar, me beijar, me olhar nos olhos e dizer eu te amo, me ligar de noite, de madrugada, sair comigo no final de semana, ficar em casa, na cama ou no sofá, assistindo um filme romântico, engraçado, que seja, pelo menos estaríamos ali e eu estaria bem. 
Volto a me olhar no espelho e vejo que preciso de mudanças, por mais que digam que meu cabelo é feio, eu entendo, gosto do meu cabelo, não tanto quanto queria, sei que sou desleixada e preciso me recompor, queria pedir ajuda, mas tenho vergonha e muitos que riram de mim, tenho certeza que um dia vão se calar, pois sentimentalmente falando sou linda, esteticamente não tanto, preciso admitir isso e eu vou me ajudar e quem quiser se juntar a mim, vamos juntos.
Texto feitor por: Emanuelly Cristina Miguel |Blog|
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22.fev.14
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A competição de beleza entre as mulheres.

Quem já não passou por esta situação? Eu sim, milhares de vezes, na verdade eu nunca competi isso, eram mais as meninas que faziam comigo. Quando nós chegamos na fase da adolescência passamos a se preocupar com diversas coisas, com o cabelo, a pele, as espinhas, e com o corpo e entre outras e algumas meninas também passam a se preocupar com que tipo de estilo de roupa é adequado para usar em diversas ocasiões (como eu).
Bem, imagine, uma garota que não tem muitos amigos, anda sempre de cabelos presos, com roupas tampando o corpo e não usa maquiagem, provavelmente esta garota foi zoada por muitas garotas e garotos. Os garotos também entram neste assunto, por exemplo, quando um garoto te chama de bonita, provavelmente você fica feliz/satisfeita, mas também há garotos que chamam garotas de feias e esses tipos de garotos não tem realmente a noção do quando uma simples palavra machuca muito e isso trás problemas sérios a garota, pode parecer algo fútil ao olhares de outros, mas dói e machuca, a garota fica magoada e passa até a se excluir por vontade própria. Já as garotas que zoam de garotas que são diferentes delas, se poem como superior e ela como a inferior.
A garota citada ali em cima, a estranha garota de poucos amigos, sempre de cabelos presos, e que não usava maquiagem, eu já fui ela um dia…
Por isso sei disso, porque já passei muito por isso. Não gosto de lembrar de como eu era antes, dói lembrar disso, sempre tinha garotas e garotos rindo de mim, zombando e etc… Até que um certo dia não suportei mas e mudei de escola, mudei tudo em mim, soltei meu cabelo e o cortei, e passei a usar maquiagem, mas não me sentia satisfeita, sempre faltava algo e eu queria cada vez mais… E um dia eu percebi que estava sendo ridícula demais, a única coisa que fiz foi chorar de raiva de mim mesma. Não importa o quanto tente ser mais bonita e melhor que outros, isso é algo fútil, e que pode magoar outras garotas, não vale a pena gastar suas energias com isso…
Sempre vai haver competição entre as garotas, mas não podemos ser a mais bela do mundo, cada uma tem sua beleza, seja por fora ou por dentro, mas tem, talvez você não perceba isso, mas pessoas a sua volta podem perceber. Então, se aceite como é, acredite que você é bonita, e não dê ouvidos aos recalques rsrs’ e se você ainda é como eu era antes, mude! não custa nada soltar os cabelos, usar um pouco de maquiagem, mas nunca se torne egoísta.
Texto feitor por: Miyuki Koga |Blog|
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11.fev.14
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Ela sempre achou que ele poderia mudar…

E foi por isso que suportou todos aqueles meses tentando nem que fosse por um minuto ter um pouco mais de sua atenção. Eles se viam de uma á duas vezes por mês, raras as vezes que se viam um pouco a mais e quando estavam juntos, por algum motivo ele queria fazer outras coisas e a deixava de lado.
Ela olhava constantemente em seus olhos, mas ele estava sempre desviando o olhar. – Será que o problema é comigo (ela pensava). Ela começou a lembrar de datas importantes, ele não. Em seu aniversário ele iria viajar, prometeu vê-la no dia, ele não foi. Um feriado prolongado se aproxima, ela se anima e faz planos, ele diz que vai “viajar a trabalho”, ela fica sabendo que ele foi viajar com os amigos… Ainda na esperança que ele mudasse, ela planeja um encontro e liga pra ele:
– Oi, onde você está?
– Estou preso na estrada, não vou chegar hoje, não sei se conseguirei ir com você amanhã.
– Há… Tudo bem! Avise-me quando chegar… Beijos.
Ele desliga o celular e ela para por um momento, do nada seu instinto feminino fala mais alto e ela liga na casa dele:
– Alô, oi querida quer falar com…? (Disse a Mãe dele rapidamente)
– Ele deve estar na estrada né? (Ela interrompeu em um momento de esperança)
– Não, ele já chegou tem mais ou menos quatro horas.
– Humm, manda um beijo pra ele, ta?
Ela desligou o telefone, ficou um pouco sem fala, mas teve coragem de abrir seu msn. Ele estava lá pelo celular, reclamando da estrada calorosa, ela pensou em quão sínico ele estava sendo a ponto de mentir daquela maneira, ela guardou na memória.
Um dia, tempos depois ele terminou com ela, ela sofreu, chorou após um mês calada, ficou fria, mas conseguiu gostar de alguém depois de meses, quando ela finalmente encontrou a felicidade, ele quis voltar… E sabe o que ela fez? Se valorizou, não voltou e ficou feliz assim. E sabe o que aconteceu? Ele mudou. 
Texto feitor por: Patricia Freitas |Blog|
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03.fev.14
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Ela estava sentada na sala…

 …Fazendo aqueles desenhos que fazia desde a infância, desenhava muito bem, sobre coisas e pessoas que nunca havia visto antes, na verdade não sabia explicar como aquelas imagens que pareciam tão verdadeiras apareciam na sua cabeça e enquanto todos na casa dormiam ela desenhava sem parar.

Já era habitual, ninguém se incomodava mais, quando criança levaram em todos os “gistas” da medicina e ninguém conseguiu diagnosticar o que ela tinha, o fato é que ela não dormia, nunca! E não sentia a menor falta disso, não havia explicação, mas era verdade que ela nunca havia dormido nem por um segundo.

Naquela noite em especial, Sara se sentia angustiada, como se algo muito importante estivesse para acontecer, se concentrou em ouvir cada segundo se passando através do tic-tac do relógio antigo da sala, morava em uma pequena cidade histórica do interior de Minas Gerais, em uma casa com grandes janelas azuis, e ali era o único lugar do mundo que ela conhecia, mas aquele sentimento que ela havia sistema agência de viagens sentido era verdadeiro, ao pôr-do-sol Sara ouviu o barulho de patas de cavalos na rua, o som era intenso, o que fez com que ela achasse estranho porque ninguém tinha se levantado para ver o que estava acontecendo? Foi ao quarto de seus pais, mas todos, não só eles, todos da cidade haviam sumido.

Abriu a janela para ver o que se passava e as pedras da ladeira onde morava pegavam fogo, os cavalos se posicionaram debaixo de sua janela e a observavam como se a cortejassem, então ela reconheceu aquela cena, já havia desenhado várias vezes, e reconheceu principalmente a égua branca de olhos dourados, que falou:

-Venha Sara minha querida, estamos te esperando a muito tempo, chegou a hora de você tomar posse do seu reino, esse cidade não é mais o seu lar, vamos para o reino escondido, você precisa saber toda a verdade.

Sem hesitar Sara saiu galopando, os longos cabelos dourados sacudidos pelo vento impetuoso, atravessou a ponte sobre o rio negro e desapareceu no horizonte.

Texto feitor por: Aline Frescorato |Blog|
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27.jan.14
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Agora sou egoísta!

Por acaso decidi mudar a rota que fazia até o trabalho. Peguei uma ruazinha apertada com casas pequenas, no lugar de passar pela avenida movimentada. Especialmente hoje, eu estava carregando tantas coisas que só queria chegar logo e jogar todas em cima da minha mesa. De repente, tropecei. Olhei para o chão, era um sorriso, não tinha como carregar, pensei em deixá-lo ali. Andei mais dois passos e voltei, apoiei minha pasta em um canteiro e peguei. 
Eu tinha achado, era meu. “na verdade não”, minha mente respondeu. Minha mãe sempre dizia que se algo podia ser devolvido, devíamos fazer isso. Examinei aquele sorriso, virei, olhei as laterais, a curvatura, os detalhes. Era bonito, mas não tinha nome, endereço ou telefone. Então coloquei no rosto, e retomei meu caminho.
Mal entrei no prédio, já estavam me olhando diferente. Olhei para baixo, tentei ver se havia algo engraçado em minha roupa, se minha braguilha estava aberta, se eu tinha me sujado. O porteiro falou um sonoro “Bom dia”, que ele nunca falava para mim e achei que só cumprimentasse as mulheres. Apenas balancei a cabeça em resposta e segui para o meu andar, ouvi alguns sussurros no caminho, fofoquinhas, não sabia o motivo, mas também não me importei. 
Finalmente despejei minhas coisas sobre a mesa e esperei ela chegar. Ela era do departamento vizinho, sempre vinha nesse horário buscar documentos e deixava seu perfume no ar. Ela entrou, jogando os cabelos para o lado e andando lentamente até a mesa mais distante da sala. Quando estava saindo, acenou para mim e piscou tão docemente que demorei a acreditar. Olhei para os lados, para confirmar se era comigo, e ela abriu um enorme sorriso esperando que eu acenasse de volta. Ainda incrédulo, o fiz. 
Normalmente, as pessoas não falavam comigo. Não me desejavam bom dia, ou bom trabalho e eu não sabia o que estava diferente hoje, durante o dia outras gentilezas me apareceram, deixando-me sempre muito confuso. Será que eu estava rico e não sabia? Por que todos estavam simpáticos? 
O dia passou rápido e, incrivelmente, agradável. No final do expediente, entrei no elevador e ela estava lá de novo, foi impossível não mudar minha postura só com o cheiro que ela deixava naquele pequeno ambiente. 
– Nunca te vi sorrindo. Você devia sorrir sempre. – ela falou – Fica bem em você. – E saiu no andar seguinte. 
Eu não sei de quem é esse sorriso, mas não sabia como ele podia tornar meu dia melhor. Perguntei-me o motivo de nunca ter usado um sorriso meu antes, talvez eu nem tivesse um. Que bom que achei esse, agora sou egoísta e não quero mais devolver. Seja lá de quem for, podemos dividir. A alegria está aí pra isso.
Texto feitor por: Karla Cunha |Blog|
 
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