Categoria "Textos de leitores"
07.jan.14
Textos Textos de leitores Textos e Literatura

Eu posso dizer que esqueci…

…Que já era, mas esqueci tarde demais, a tempo de me machucar, a tempo de ouvir que você beijou outra e querer morrer, mas não porque você beijou outra pessoa, mas porque até ontem tinha um restinho desse amor em mim e eu achei que em você também, mas me enganei. 
E esse foi o engano que me fez ficar de pernas bambas, me fez querer chorar. Que me fez ficar com raiva, me fez ficar com vontade de te procurar e esclarecer tudo, falar de cada lágrima, de cada sorriso. Te falar de cada sentimento embaralhado, cada linha e cada verso com um pouco de você.
Me deu vontade de falar o quanto um dia eu te amei e que hoje ao acordar eu percebi que já não é mais bem assim e a maior prova disso foi você chegar e eu não sentir nada, mas, como costumam dizer, você não foi um capítulo, você foi todo o livro pra mim. É, você foi importante, muito. Afinal, primeiro amor a gente nunca esquece, principalmente quando se torna algo assim, tão grande e tão complicado, como matemática. 
Uma equação de terceiro, quarto, quinto ou decimo grau. 
Eu me sentia sem saída, foram tantas lembranças, tanto risos e tantas lágrimas para perceber que esqueci você, que todos os momentos não me significam mais nada, então, por favor, me deixe viver, desembaça, e vê se me esquece, já não quero mais. Porque acredite, já passou da hora. 
Texto feitor por: Lais Bugni
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23.dez.13
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Uma vez queimado nunca mais recuperado

Muitas vezes nós deixamos algo queimar por estarmos preocupados com algo que aparentemente tem mais relevância, que achamos que seja melhor para nós. Deixamos algo conhecido e confiável em uma panela esquentando, esquentando, até que uma hora ele queima e não há mais o que fazer. 
As vezes a vida pode nos dar indícios do que está havendo, pode ser até o cheiro…ahh, o cheiro de queimado é inconfundível. Saber reconhecê-lo e interpretá-lo pode ser uma forma de resgatar o que ainda não se destruiu, ou se queimou por completo, porém se ainda assim, formos egoístas o suficiente para não sentir nada, perceberemos quando já for tarde demais.
Você pode até querer consertar, reverter e pode até ter algum sucesso, mexendo a panela, disfarçando o cheiro, mas saiba que aquilo nunca mais será o mesmo, que o queimado deixa um rastro eterno que nada e nem ninguém poderá apagar e por mais que você perceba que foi um erro esquecê-lo ali, esquentando, ele não será o mesmo… perderá seu cheiro. sua cor, seu gosto, sua essência.
Você pode até tentar persistindo, e fingir que nada aconteceu e até o queimado pode também tentar fingir que nada aconteceu, mas ambos saberão que as coisas nunca mais serão as mesmas, pois uma vez queimado nunca mais recuperado.
Por isso, antes de queimar algo, reflita sobre suas prioridades, antes que o fogo destrua algo importante demais para ser queimado.
Texto feitor por: Bárbara Martinez |Blog|
 
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23.nov.13
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Aviso prévio

Antes de te falar tudo, quero primeiramente de te dizer que não precisa colocar fotos com sua atual somente quando eu estiver online, eu sei que você está bem ou tentando ficar (na verdade não me importa). Não precisar ficar postando indiretas ou frases feitas, descrevendo o tamanho da sua felicidade e do seu amor, só para que eu veja que sim, você está em “outra” e está muito bem – isso foi ironia, tá?
É óbvio que não, quando a pessoa está realmente feliz ela não precisa fingir, a felicidade transborda ao ponto de até mesmo o silêncio descrever contentamento inexorável, naturalmente transmite um sentimento de paz, plenitude, simplesmente assim; intrínseco. Fui clara? Espero que tenha entendido.
Não sei bem quem realmente precisa ler isso (você ou sua atual), independente disso quero deixar bem esclarecido que sim eu sumi, mas não pense que ficar perto de você ainda me torna vulnerável, não pense que você ainda pode interferir nos meus pensamentos ou na minha vida, não pense, se ao menos você souber conjugar esse verbo.
Confesso que por um longo tempo você fez parte dos meus planos, pensamentos – uma baita de uma tolice! Fez do verbo não faz mais. Bem que eu acreditei que poderíamos dar certo e poderia ter dado se não fosse por um simples detalhe: você é um babaca! Mas, agora eu estou realmente curada dessa mania de querer te concertar (Insanidade).
Como em todo relacionamento eu esqueci de ler as entre linhas e fiquei presa nessa clausula, clausula de fogo e agora que eu consegui finalmente enxergar, descobri que não quero esse tipo de relação para mim e se não for pedir muito; para de me ligar, de enviar sms, para de querer saber da minha vida, aonde estou e com quem estou. Não me chame de meu bem e nem peça para que eu sonhe com você, isso não tem mais efeito sobre mim, corações não se concertam com palavras.
Tente ser feliz realmente, não para tentar me provar algo, mas que alguém se sinta feliz ao seu lado (de preferência quem está do seu lado), e mesmo que isso não lhe diz mais respeito, sim eu estou bem, conheci e estou conhecendo pessoas que estão me fazendo feliz e me mantendo ocupada, inclusive aquele cara que você chamou de playboyzinho.
Se ainda não ficou bem claro, meu bem eu estou cortando os laços e na há macumba que faça voltar a ti querer.
Texto feitor por: Kassya Araújo |Blog|
 

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02.nov.13
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O Raio

Estava chovendo, os relâmpagos faziam belíssimos desenhos no céu, que estava escuro. Sentia as gotas de chuva enquanto caminhava para o ônibus, voltando para casa. Casa, se é que se pode chamar assim. Um lugar onde minha família deveria morar, mas eles não são minha família. Não me entendem, me julgam, me odeiam.
– Você não devia ter nascido. – foi o que minha mãe disse para mim, depois de ficar bêbada – Eu te odeio! Me arrependo de ter deixado você nascer.
Qualquer pessoa normal teria chorado depois de receber um balde de água fria desses, mas estou tão acostumada, que a única coisa que fiz foi virar as costas para ela e caminhar para o meu quarto. Há muito tempo minha mãe bebe desse jeito, para falar a verdade, desde que minha irmã mais nova morreu. Ela tinha seis anos e meus pais me culpam pela morte de sua filha preferida. Sua princesinha. Mas eu não tive culpa. Foi ela quem quis entrar na máquina de lavar, eu nem estava perto. Estava na casa de uma amiga, Luanne estava em casa com meu irmão. Quando cheguei em casa, vi várias viaturas estacionadas na rua toda, meus pais chorando, e meu irmão apontando para mim.
-Foi tudo culpa dela. Disse á Luanne que era uma brincadeira nova, colocou ela lá dentro e depois saiu correndo! – ele ficava repetindo essa frase toda hora, ela fazia sentido para todos, menos para mim e para Ana, a amiga com a qual eu estava aquele dia, contando histórias e brincando de Barbie Eu tinha onze anos quando me mandaram para o reformatório, dizendo que eu havia matado minha irmã. Meu irmão se safou.
Procuro esquecer tudo isso, já não faz mais sentido para mim, não faz sentido para ninguém. Desde aquela noite, minha mãe começou a beber, e só parava quando eu chegava da escola e a levava para seu quarto, antes de limpar a bagunça da casa, que parecia pior a cada dia. 
A chuva estava ficando mais forte, podia sentir os grossos pingos no meu cabelo, que estava muito curto. Todos os dias me confundem com meninos, por causa do cabelo curtíssimo e da falta de curvas, mas sinceramente, desejo todos os dias ter nascido menino, assim pelo menos, eu não precisaria esconder o que sinto.
Meu irmão, Jonathan, assumiu há dois anos que fazia aulas de balé escondido, mas jurou que não era homossexual. Claro que meus pais não acreditaram. Bem, meu pai, já que minha mãe estava inconsciente. Ele foi preso no dia seguinte. Quando descobriu o segredo de meu irmão,  partiu para a violência. Não bateu só em meu irmão, ele bateu em mim, por mais que eu não tenha feito nada de errado. Uma vizinha fofoqueira viu e chamou a policia. Meu pai foi assassinado na cadeia, quando pagava seus dez anos por agressão e tentativa de homicídio duplo. A vizinha, que se chamava Elena, chamou também o Conselho Tutelar, pois disse que minha mãe não tinha capacidade de criar os dois filhos, mas eles nunca apareceram.
Quando nasci, meus pais não me queriam, pois já tinham Jonathan, e não precisavam de mais um “fardo” e mais uma boca para alimentar. Quando Luanne nasceu, foi a maior festa. Vieram parentes de todos os lugares para conhecer a princesinha loira da família A única de cabelos cor de ouro, enquanto os meus são de um loiro sujo e feio. Olhei para o ponto de ônibus, e percebi que teria de ir embora á pé. Perdera o único transporte disponível, teria de enfrentar a chuva, que ficava cada vez mais forte e o vento que já fazia as árvores finas se partirem ao meio. E o pior de tudo, é que não poderia ver a garota de cabelos vermelhos. 
Para falar a verdade, me senti aliviada quando meu pai se fora. Não levaria mais uma surra caso ele descobrisse que gosto de meninas. Sempre gostei, desde criança, mas nunca contei á ninguém, pois sabia que as coisas podiam piorar. E muito. Pretendia contar hoje á ela, que todos os dias pensava em seus olhos verdes, e escrevia canções sobre seus cabelos vermelhos, que pareciam fogo. Chega. Já chega. Não preciso mais disso. Não posso mais suportar isso tudo. Não aguento mais!
Larguei minha mochila surrada no chão, tirei os sapatos, que já estavam comigo há mais de dois anos, e corri o mais rápido que pude. Sem rumo. Sem saber para onde ia. Sem saber o que faria a seguir.
Fugi uma vez, quando tinha oito anos, depois de levar uma surra de minha mãe, por ter pego a boneca de Luanne. A boneca mais linda que eu já tinha visto, mas que meus pais se recusaram a comprar para mim. Mas que no outro dia, Luanne ganhou de presente, por ter aprendido o alfabeto completo. Fui parar no parque, meu lugar favorito, o lugar onde eu via famílias felizes com seus cachorros ricos, ricos de amor.
Percebi que havia parado de correr, e que estava com os olhos fechados. Quando os abri, vi que estava na ponta de um penhasco. Não, não era um penhasco, era o penhasco. O penhasco cuja doze vidas foram tiradas. Doze pessoas se jogaram ou foram jogadas de lá, e todas elas tiveram uma morte instantânea sem dor. Bem, de acordo com os policiais que cuidaram dos casos.
Queria que alguém me impedisse de fazer o que estava a ponto de fazer. Queria que alguém se importasse comigo, se importasse com o que eu sentia, com o que eu pensava. Com o que eu fazia. Mas essa pessoa não existia. Nunca tive amigos, todos se afastaram quando eu voltei do reformatório, até mesmo Ana, que sabia que eu era inocente.
– Se me verem andando com você, vou ser excluída para sempre. Desculpa. – Depois disso, ela saiu e foi se juntar a seus novos amigos, que olhavam para mim e davam risadinhas.
Estava sozinha. Sempre estive, e sempre estarei, esteja eu aqui ou em outro lugar. As pessoas sempre vão fugir. Desejei que um raio iluminasse o céu, para que pelo menos uma vez, eu me sentisse feliz de verdade. Meu desejo foi realizado. Um maravilhoso raio desenhou o céu, se dividindo em várias partes menores, provando que é mais forte que todos nós. Era a coisa mais linda que eu já tinha visto.
– Lindo… – foi a última coisa que saiu de meus lábios rachados e gelados, antes de meus pés pisarem o vazio e eu despencasse á quinze metros de altura. Foi a primeira vez que eu voei e cai, atingindo o chão, e perdendo a consciência para sempre…
Texto feitor por: Driely Meira |Blog|
  

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27.out.13
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A culpa não é minha!

Não sei por que me culpam por tudo, queria saber, todos colocam a culpa justo em mim, logo eu que sou tão puro e diferente de outros, eu tenho o poder de amolecer até um coração de pedra, mas todos me julgam, sendo que só faço isso para ajudar, afinal o mundo sem mim como seria? Hoje já imagino, pois as pessoas estão sempre fechando as portas na minha cara, eu tento alegrar a vida delas e só recebo um não, são poucas que ainda me aceitam e me cultivam e em troca de toda esse cuidado eu lhe dou a  chave da felicidade, mas cabe se a pessoa irá querer as portas fechadas ou abrir a porta e seguir o caminho longo e estreito, são poucas pessoas que conseguem, mas quando conseguem, me agradecem para o resto da vida e essas pessoas sempre estarão presentes comigo, pois afinal quando fazemos amigos, sempre queremos por perto.
 O que eu mais queria é que as pessoas percebessem que a culpa não é minha, eu só quero ser amigos de todos, sempre procuro o bem, sempre faço o bem, mas geralmente recebo ao contrário, e ainda falam que eu não presto.
 Irá chegar uma hora em que eu irei cansar disso tudo e faltará muito de mim na humanidade, pois as pessoas hoje em dia, só querem o que não tem, só sente falta de algo que não existe mais, quando estou presente na vida das pessoas elas simplesmente ignoram ou tem coisas mais importantes e prioritárias para fazer e eu acabo ficando de escanteio, mas quando não tiver mas nada de mim em nenhuma pessoa na fase da Terra, não terá motivo para culpar ninguém, mas também não irão sentir nada, pois eu sou o amor e apesar de eu chegar e ter alguns efeitos colaterais, eu mostro as pessoas em como a vida é boa quando se sabe amar!!

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